No site do lugar, eles se apresentam comportados:
"No final de 2004, três amigos (Juliana, Bosco e Marcus) uniram-se com o intuito de promover a união entre diversão e arte, em que todas as expressões culturais pudessem manifestar-se e interagir entre si. O sonho tornou-se realidade no reveillon de 2005, com a inauguração da casa na 409 Norte. Porém, com a fechamento do espaço devido a proximidade com a área residencial, as atividades da casa foram temporariamente interrompidas em abril.
Em julho, o Lago Norte recebe o novo Landscape, em um ambiente bem mais aconchegante que o anterior, onde uma nova estrutura está em construção permanente, visando melhorar cada vez mais o atendimento. Festas e shows são os principais atrativos da casa, que também abre espaço para bandas, poetas, atores e artistas plásticos.
Atualmente, o Landscape vem firmando-se como um espaço pluralista e sem rótulos, que abriga diversas tendências do rock, da música eletrônica e ainda abre espaço para os novos artistas da cidade. O espaço foi criado e é gerenciado por artistas que se cansaram da burocracia cultural de nossa cidade.
Na verdade, o lugar é quase isso, ou muito mais do que isso. Depende da maneira como você olha. Lugar de figurinhas carimbadas, azaração viciada dos circulos pequenos do "ândergráundi" brasiliense, psicodelia real ou de boutique, muita birita, música boa e em quantidade e, sobretudo, muita diversão.
Tem quem ame, more, morra pelo Landscape. Tem quem odeie o Landscape (ou apenas suas figurinhas carimbadas). Tem quem apenas vai, curte, dança, se solta e segue a vida. O Landscape, com seus três andares que ficam pequenos para tanta gente na maioria das vezes, ainda tem espaço para tudo. Se você não é de Brasília, é um bom lugar para ir e conhecer a cara das "figurinhas carimbadas", da galerinha do "balcão do landscape" (tem gente que não sai de lá), e de gente boa e ruim da cultura e da noite da cidade. Se você é de Brasília, provavelmente você já o conhece, já sabe o que é e tem seus motivos para ir ou não passar nem perto.
O Landscape original, da 409 norte (quadra do famoso boteco Pôr-do-Sol e seu "quadradinho da birita", e do Café da Rua 8), tinha uma mágica que talvez não esteja tão presente neste (com sua pista de dança ultra escura e ultra fresca, com esculturas e 7 exaustores industriais), mas o Landscape continua sendo na opinião de alguns, apesar de qualquer pesar real ou imaginário, o melhor para se dançar e ver gente na Capital. É por lá que passam alguns dos melhores DJs (Telma e Selma, Zeca, Gas, Cochlar, Montana, entre tantos outros não menos bons) e algumas das pessoas mais interessantes do "ândergráundi".
O lugar é dotado, como disse anteriormente, de 3 andares. No andar térreo, fica o famigerado balcão e os banheiros mais espaçosos (nos quais você pode, inclusive, fazer suas necessidades fisiológicas menos urgentes, se puder esperar pela fila). Subindo um lance de escadas fica o "láunge" do lugar, com mesas, mais banheiros, umas máquinas de flipperama, posters e a história de brasilia em flyers pregados na parede. É lá também que fica o caixa (ou ao menos ficava, da última vez que fui ao lugar) e o chuveiro (!?!). No subsolo, a pista de dança com projetor, palquinho-mini e gente, muita gente.
A casa que abriga o inferninho era anteriormente local de uma das mais legaizinhas baladas GLS da cidade, chamada adequadamente de Arena.
Se eu fosse você, ia ao Landscape ao menos uma vez na vida, para amar ou para odiar